quinta-feira, 15 de novembro de 2018

PARA MUDAR O MUNDO É PRECISO MUDAR A FORMA DE VER O MUNDO

Nivaldo Vitorino, arquiteto e museólogo apaixonado por educação ambiental, partiu na mesma semana em que o Museu Nacional foi destruído





"Para mudar o mundo é preciso mudar a forma de ver o mundo" (Parque Nacional das Emas - GO)

Quando eu conheci o Nivaldo não existia celular, ele trabalhava como cenógrafo, eu era dentista e nenhum de nós dois tinha cabelos brancos. Foi em uma festa em um porão na Vila Madalena (SP) — eu usava um vestido lindo, Caetano cantava ‘Tieta’ e todos dançavam juntos, o suor se adensando, subindo, e depois pingando do teto sobre as pessoas. Sim, nojento. Eu saí do salão e subi as escadas, lá em cima encontrei o Nivaldo, que eu conhecia de vista, e comentei sobre o “suor coletivo”, falei para ele nem descer. Rimos muito e conversamos um pouco. Ele me ofereceu uma cerveja, eu aceitei e ficamos conversando até o sol nascer. Falamos sobre a importância das escolhas que a gente faz, a vontade que às vezes dá de voltar atrás e fazer diferente. Foi há 21 anos (três ciclos de sete anos, para quem curte essas coisas cabalísticas).

Na época eu usava um relógio de pulso em cujo interior estava escrito: “Fugit Tempus Irreparabile”, que significa “A fuga do tempo é irreparável”, frase do grego Virgílio. Sempre que eu olhava para o mostrador eu ficava sabendo que horas eram, mas não enxergava aquela frase; não atentava para o significado do conceito tempo.

Uns três anos depois daquela festa eu mudei de carreira, e o Nivaldo também lapidou a sua forma de atuar no mundo: passou a dedicar seu tempo a registrar o tempo, projetando museus. Em 2002 ele fundou o Museolab, através do qual idealizou vários museus pelo país afora. Acumulou realizações, elogios, prêmios — e frustrações. Difícil respirar arte e cultura em um mundo voltado ao dinheiro e aos negócios. Difícil, mas não impossível, e tudo o que ele conseguiu construir, e todos que ele conseguiu impactar, estão aí para mostrar que perseverar vale a pena.

A exposição Amazônia br, no SESC Pompeia (SP) marcou o nascimento do Museolab. O primeiro projeto museográfico do Nivaldo foi em 2004, uma imersão no universo dos aromas, o Museu do Perfume de Curitiba. Dois anos depois ele teve a oportunidade de unir paixão e vocação, reencontrando a cultura brasileira no projeto do Museu de História do Pantanal (Muhpah), em Corumbá, inaugurado após mais dois anos. O reconhecimento veio com o prêmio Rodrigo Melo Franco do Ministério da Cultura, concedido pelo IPHAN pelo projeto Em Busca do Acervo Perdido, composto por 25 viagens - tendo como lema a frase de Guimarães Rosa “o que lembro, tenho” - entre Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, juntando objetos, entre artefatos, cacos e despojos, além de narrativas orais, que remontam oito mil anos da história da ocupação humana na região pantaneira.

Daí em diante o Niva não parou mais de descrever o Brasil ao Brasil: em 2012 ele projetou o Museu Interativo da Biodiversidade do Aquário do Pantanal, os Centros de Memória da Ferrovia e do Tribunal Regional do Trabalho, todos em Campo Grande (MS). Em 2016 o Museolab projetou o Museu de História Natural de São José dos Campos, que o deixou muito entusiasmado com as possibilidades da educação ambiental. Pouco depois, o novo prefeito assumia e modificava o conceito original, de educação para lazer.

Desanimado, considerando até mesmo deixar o país, ele logo iria se sentir novamente afortunado ao receber um convite da ONG Doutores Sem Fronteiras e Kanindé Associação de Defesa Etnoambiental para uma incursão à Amazonia. Lá ele pôde fazer - e doar - o Centro de Apoio Doutores sem Fronteiras em Lapetanha, na aldeia Paiter Suruí, conviver com as crianças, fauna, flora, natureza. Foi um trabalho de mão dupla, no qual ele mudou a realidade e saiu profundamente transformado por ela: “Convivi com eles durante 3 semanas acompanhando o atendimento odontológico de qualidade à populações tradicionais e conhecendo pessoas incríveis que teimam em olhar o mundo com esperança em utopias tão fora de moda nos dias atuais”, contou: “começo a re_gostar do Brasil”.




Indiazinhas Paiter Suruí — Projeto de Centro de Apoio Doutores sem Fronteiras

Há poucos meses ele estava de volta ao Mato Grosso do Sul, iniciando o processo de criação do Centro Histórico - Geográfico da cidade de Costa Rica. Lá, encontrou tudo o que procurava: uma gestão municipal interessada em educar e preservar, professores da rede pública satisfeitos e valorizados, estudantes com desempenho entre os melhores do ranking nacional. “O futuro museu que projetarei será uma extensão das salas de aula, alem de proporcionar aos turistas uma leitura da paisagem local de acordo com multi disciplinas envolvidas na peleja. Estou muito animado e feliz da vida por colaborar com eles”, exultava.



Mesa estratigráfica com interatividade low-tech: cada nível corresponde a um período da era mesozóica entre cerca de 251 a 65,5 milhões de anos, o mais baixo é o mais antigo triássico, jurássico no nível intermediário e cretáceo no superior. Os visitantes poderão descobrir fósseis (originais) na areia estimulando a imaginação. A mesa tem caráter educativo, o Museu recebe alunos das escolas das redes pública e privada. Os alunos e visitantes farão descobertas compartilhadas vivenciando a experiência de ser um paleontólogo (Museu de Geociências da USP)
Ainda lembra do primeira parágrafo deste texto? Pois aquela parte do “aceitei e conversamos até o sol nascer” seria o que se chama de evento contrafactual — aconteceu na realidade paralela da minha imaginação. Na vida real, eu estava cansada e suada e resolvi ir para casa. Continuamos nos esbarrando em festas, depois ambos trocamos a agitação pela reflexão, os dois mudamos a direção de nossas vidas e carreiras.

Até que o tempo nos encontrou olhando na mesma direção, ele contou que estava saindo para uma viagem exploratória pelo Cerrado, para delimitar o que seria abordado pela menina dos olhos dele, o museu que estava idealizando com o intuito de privilegiar a educação ambiental. Combinamos que assim que ele voltasse daria uma entrevista para a gente aqui do PorQueNão?, desejei ‘boa viagem e até a volta’.

Nenhum de nós dois cumpriu o prometido. Eu, porque a ideia era voltar a conversar apenas depois da viagem, porém acabamos tendo uma intensa troca de ideias, fotos e pensamentos durante a expedição. Ele, porque não voltou.

Trocamos mensagens sobre política, poesia, prosa, poesia inserida na prosa e daí, claro, sobre Clarice Lispector, nossa paixão em comum. Sobre o projeto dele para tornar a casa em que a escritora cresceu, no Recife, no Memorial Casa Lispector, mergulhando no universo da autora e no riquíssimo cinema pernambucano, aprendizados que pôde dividir comigo mas não, infelizmente, com o público em geral.

Acompanhei a viagem também pelas postagens dele, fotos lindas, com legendas poéticas e significativas, misturando pesquisa museológica com jornada interior. Cada dia mais animado, vivendo uma etapa de descobertas e conclusões, ele não sabia que o misterioso tempo atuava para fazê-lo, também, se misturar à trama da história.

O aneurisma que ele havia descoberto três anos antes, em Campo Grande, crescia silencioso como o tempo. De volta à mesma cidade, planejando novamente um lindo museu, o Niva se foi com exatamente a mesma idade da minha mãe; muito cedo, um absurdo de cedo.




Entre imagens de cachoeiras, trilhas e pessoas, o olhar captou detalhes como uma flor endêmica do cerrado e uma foto com som de água roçando nas pedras
O Nivaldo deixa um legado de amor para a irmã, família e amigos; de generosidade para quem trabalhou com ele; de museus e exposições para as futuras gerações. Para mim, pessoalmente, ficou o entender que a vida é rica e cheia de possibilidades, mas também frágil, fugidia. O instante do sonho passa em um piscar de olhos — sonhar é lindo, mas o motor da vida é a ação.

Eu não acredito que o Nivaldo morreu, como não acredito que o Museu Nacional acabou. E hoje eu tô aqui escrevendo sobre museus, templos construídos para parar o tempo, enquanto imagino o super-homem (aquele que ficou paraplégico) dando umas voltas em sentido contrário ao redor do mundo e fazendo o tempo voltar atrás.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

“RESPIRAR É O MELHOR REMÉDIO": ENTREVISTA COM O MÉDICO TAOISTA MARCOS FREIRE

DANÇA DE RODA, HORTA URBANA, ALINHAMENTO DE COLUNA, RESPIRAÇÃO: RECEITA MÉDICA EFICIENTE PODE SER SIMPLES E BARATA


O painel sobre Saúde Integrativa que aconteceu no Festival Setor Criativo Sul foi rico em significados e levou à várias reflexões. Na saída, conversamos com o Marcos Freire para aprofundar alguns temas que apareceram rapidamente na conversa coletiva. O Marcos é médico do CERPIS Planaltina (Centro de Referência em Práticas Integrativas em Saúde) , com formação em Acupuntura e Taoismo na China.

PQN? | Como é a sua prática cotidiana em cuidados com a Saúde?

M.F. Cada vez mais entendemos a importância das experiências terapêuticas em grupos de pessoas. Há espaço para o atendimento individual, mas a convivência é fundamental para que as pessoas possam experimentar coisas que são fisiológicas e instântaneas, como respirar, sorrir, entender como é o alinhamento da coluna, sentar no chão, se dirigir para o céu. Entender o mais simples, o menos elaborado, como um meio de chegar à uma experiência de unidade.

PQN? | Qual a importância da Educação?

M. F. Eu gosto muito de Paulo Freire, e entendo que existe uma situação opressiva na sociedade e o jeito é a gente fazer uma educação libertadora. Eu acho que a solução passa pela libertação do indivíduo, que passa a ter consciência de si mesmo, das suas partes mais sutis, e assim passa a entender qual é o meio de operação da opressão. A mudança vem através da porção mais imaterial do ser humano, que é a vontade.
Boa parte do dinheiro da corrupção é usada para financiar a mídia, para convencer a população que a saúde pública está boa, que há crescimento econômico, enquanto a gente não constata isso. As pessoas estão sendo manipuladas pelo sistema dominante e opressivo, e a gente tem que atuar denunciando isso e dando meios para as pessoas se apropriarem de si mesmas, da própria vontade e da atenção, a estabelecerem unidade com a natureza e com as outras pessoas. Esta unidade é que pode proporcionar liberdade e autonomia.

PQN? | Como você vê a depressão, doença cada dia mais prevalente na atualidade?

M. F. A gente vive em um mundo acelerado, que causa ansiedade, que pode evoluir para uma depressão. Há um aumento exagerado de energia e a consequente falta de energia que vem depois. Mas há remédio para isso. É importante desacelerar, diminuir o ritmo, e um dos remédios que a gente sempre tem prescrito é barato e eficaz, existe há mais de 5 mil anos, preconizado pela yoga: a respiração.
Se você domina a sua respiração, você domina a sua vida
É um método extremamente eficaz e ao alcance de todos para diminuir o ritmo: ao diminuir a velocidade da sua respiração, você sintoniza a sua mente a você mesmo, e tem a possibilidade de experimentar a unidade da sua mente com o seu corpo, de seu corpo com a natureza, com quem está à sua volta. E esse é o ponto primordial.
Experimente fazer esse exercício: respire profundamente, o mais lentamente possivel, faça uma pequena pausa de uns 3 segundos, vai esvaziando devarinho, faça outra pausa.
A gente normalmente respira uma média de 15 a 16 vezes por minutonão aconselho ninguém a ficar contando no relógio mas dá para respirar 7 vezes por minuto, se fizer uma respiração lenta e profunda. Tem um exercício chinês que já é razoavelmente difundido no Brasil, que é o Lian Gong, que é exatamente isso: respirar mais devagar e consciente. Ninguém fica com falta de ar, pelo contrário, a gente respira mais amplo. Para isso tem que usar a vontade, a atenção. E aí a gente vai experimentando a unidade, que é onde a gente entra em processo de cura.

A cura acontece quando a gente transcende o próprio eu”

PQN? | Marcos, você acaba de repetir uma frase que o Sérgio Pamplona disse hoje na palestra da manhã, Permacultura! Ele estava falando de agricultura sustentável. Então podemos entender que curar o eu é curar o sistema, e vice-versa?
M. F. Sim, essa é uma receita antiga de Buda e Lao Tsé: a causa da depressão é você se identificar demais como algo separado da natureza.
O eu funciona, mas ele não existe

PQN? | Então a depressão pode ser causada pela auto-exposição massiva, especialmente através das mídias sociais? O ego hoje está mais evidente do que no passado?
M. F O ego hoje é muito mais exacerbado, a gente vive uma separação entre você e o mundo, você e o outro, personalizando muito as experiências; o que é uma coisa falsa. Temos que encontrar consistência para viver a sua divisão, mas voltar também à unidade.
O grande desafio é adquirir a experiência da unidade e da divisao, e ter tranquilidade para transitar esse caminho, que é um caminho construido ao longo de anos.

Hoje quando você fala que o ego esta mais preponderante, a gente precisa aprender a ir do ego para a unidade, aproveitando tudo o que o ego traz mas sem perder a ternura da unidade com o todo.






PALESTRA SOBRE PERMACULTURA TROUXE INÚMERAS PERGUNTAS E UM CONJUNTO DE RESPOSTAS

Luciana Sendyk escreve. Livros (autorais ou de terceiros), textos, anúncios, sites, blogs, peças de teatro, projetos diversos e, especialmente, aqui no PorQueNão?.Sanitarista de formação, ecossocialista por opção e vegana por ideologia, feminista e engajada, o que não falta é tema para redação. Acredita que escrever é um ato político e que atuar pode transformar o mundo.


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Lembrando que a missão do PorQueNão? é divulgar conteúdos riquíssimos como esse. A gente acredita que a transformação vem através de bons exemplos, e para continuar trabalhando com um time incrível mais os equipamentos e deslocamentos necessários, contamos com você. Conheça a nossa campanha de financiamento (https://apoia.se/porquenao)

FAMÍLIAS DA CIDADE SE UNEM A PRODUTORES DO CAMPO: CONHEÇA UMA CSA

Três ou quatro meses depois, minha alimentação é 100% composta de vegetais orgânicos. E eu gasto metade do valor que usava para comprar comida no supermercado.
(Tá, essa redução de custos foi um chute. Mas eu gasto muito, muito menos do que gastava antes. E quando como fora de casa não sei se é mesmo orgânico. Em compensação, Brasília é uma cidade que permite que muitas vezes minha comida seja preparada minutos após ser coletada por mim mesma, nas diversas hortas urbanas ou na agrofloresta do Projeto Reação, na 206 norte. Eu conheço a pessoa que plantou a imensa maioria dos vegetais que eu consumo.)
Conheça o projeto Reação:
[youtube width=”100%” height=”100%” autoplay=”false”]https://youtu.be/uKkvCVZP1ms[/youtube]
Ok, então o que é CSA? A Comunidade que Sustenta a Agricultura (do inglês Community Supported Agriculture) surgiu no Brasil em 2011 e pode ser definida como uma nova forma de economia, através de um compromisso de parceria entre agricultores e coagricultores.
O produtor se livra da pressão do mercado e dos preços; o participante da CSA não é um mero consumidor, mas um coprodutor solidário, que recebe:
  • uma cesta semanal de vegetais recém-colhidos e totalmente livre de agrotóxicos, por um preço muito vantajoso
  • o direito de participar ativamente (visitando, opinando, pondo a mão na terra se e quando quiser) da produção
  • a satisfação pessoal de fazer parte de um sistema que protege o meio ambiente e a agricultura familiar
  • o bem estar de consumir alimentos saudáveis e saborosos 
Tudo isso para contar que neste último domingo visitei o sítio do Ronaldo, “meu agricultor”, e fiquei imensamente emocionada. Toquei a terra de onde vem a minha comida, observei os diversos vegetais em diferentes etapas dos seus ciclos de vida, conheci ou reencontrei pessoas que formam uma comunidade da qual eu faço parte: a CSA Verde Que Te Quero Verde.
Sobre conhecer pessoas, a curiosidade é que quando a Vivi me contou o que era CSA eu fiquei interessada e fui pesquisar para saber mais, mas quando descobri que teria que ir ao ponto de encontro todas as semanas buscar a minha cesta pensei seriamente em desistir. Como bem disse o poeta, ‘uma parte de mim é multidão, outra parte estranheza e solidão’ – e eu reluto muito, muito mesmo, em sair de casa para interagir com desconhecidos, embora ninguém que me conheça socialmente vá acreditar nessa frase.
Logo no primeiro encontro, porém, fui literal e metaforicamente abraçada pela Moema, e deixei de frescura. Por falar em frescura, aliás, não há timidez que resista à uma cesta com mais de 15 vegetais fresquíssimos, provavelmente colhidos naquela mesma manhã e entregue pelo próprio produtor diretamente na minha mão. Acredite, é muito transformador.
No sítio do Ronaldo, conheci a família dele, conversei com a Beth (fundadora e número 1 da CSA), com o Tancredo (marido da Moema e fotógrafo oficial dos pássaros da região), com a Daniele (que me contou uma história de saúde e superação), conheci a Maya (nenê mascote da CSA), e as várias famílias que dividem comigo os alimentos do sítio – não dá para nomear um por um, mas não é preciso: somos uma comunidade, na acepção da palavra.
Se tiver que resumir, em uma imagem, o que é ver o berço de onde seus alimentos brotam, saber que está participando de um movimento extremamente importante e, ainda, como é legal conhecer dezenas de pessoas que abraçam a mesma causa que você, a estrela da foto é essa aqui:
O pé de quiabo encantou a todos foto: Manuela Aguiar do Prado
O pé de quiabo encantou a todos
foto: Manuela Aguiar do Prado
A gente se acostumou a ir ao supermercado (vulgo intermediário) e escolher os alimentos da semana – que muitas vezes foram produzidos em diferentes pontos do planeta, em estufas mantidas sob condições artificiais de luminosidade, pressão e temperatura. Mas, na minha cesta, vem o que a natureza reservou de melhor para aquele momento. O Ronaldo explicou que muitas vezes ele avisa que irá trazer um determinado legume, mas no momento da colheita percebe que o vegetal que está ‘pedindo para ir para a cesta’ é o outro, do canteiro ao lado. Foi assim que eu recebi alguns chuchus, algo que nunca comprei e não fazia ideia de como preparar. A santa internet tá aí pra isso, e logo descobri uma receita de chuchu crocante (basta mergulhar em água fervente com vinagre branco por um minuto, espremer e temperar) que fez o maior sucesso. A única certeza é que todos os produtos da cesta estão fresquinhos, tinindo e trincando, prontos para cumprir sua missão de alimentar a humanidade.











Para saber mais sobre CSA e encontrar uma iniciativa na sua região, visite o site da CSA Brasil 
Para conhecer a história da Rede em Brasília, o mapa das CSA, notícias na mídia e contatos, visite o CSA Brasília
luciana***
Luciana Sendyk escreve. Livros (autorais ou de terceiros), textos, anúncios, sites, blogs, peças de teatro, projetos diversos e, especialmente, aqui no PorQueNão?.Sanitarista de formação, ecossocialista por opção e vegana por ideologia, feminista e engajada, o que não falta é tema para redação. Acredita que escrever é um ato político e que atuar pode transformar o mundo.


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